Assassinando um coração selvagem.
Depois de arrancar-me o resto de paixão, percebi que o vida não só é crua e fria, como também muito cruel com quem ama demais. Abraços demais, sorrisos demais, aromatizantes demais. Tudo biodegradando na eterna futilidade de ser mais bonito ou mais feliz. O que é ser feliz? Ter dinheiro? Ter amigos? Ter amores? Ter, ter e ter. A felicidade se resume sempre em ter. Precisamos ter algo pra ser feliz. Agora procuremos ser felizes sem ter nada. O nada. Resuma o nada. Humberto Gessinger tem muita razão ao dizer que o “nada” é uma palavra esperando tradução. Eu espero traduções. Espero entender a legenda da vida. A minha legenda se encontra totalmente fora do vídeo. Enquanto a legenda diz “vá ser feliz”, o vídeo mostra cenas tristes de um mundo sem externos. Mergulhei-me ao nada. Sou um grande nada. Mas ainda vejo que pra muitos eu represento uma grande parte do tudo. Cabe em mim muitos adjetivos, mas o “nada”, apesar de caber-se como um adjetivo, não cai em mim como uma luva. Agora chamei-me de fardo. Sou um grande fardo pra mim mesmo. Uma cruz em minhas costas.
E intrépido agora sou eu. Impetuoso, denodado e muito impávido com quem ousa arriscar tirar de mim um coração apaixonado.
os adjetivos me fugiram da cabeça.. esse texto é simplismente lindo.
Ah, adorei o texto.
A forma simples e direta. E o jeito com que você brinca com as palavras. Gosto disso. Elas parecem se render ao que você quer. =)
Hig, isso foi denso. Eu gostei.
(: