“A gente se encontra um dia.” Eis a grande frase que guardei pra mim. A gente vive tanta coisa, compartilha tanta coisa, e no final só nos resta aquele resquício frio de felicidade. E não está bom? Claro, claro que está. Até o mínimo de felicidade que vivi vale muito! Vale por uma vida inteira. E agora? Bem, agora o jeito é se entregar ao tempo e deixar que ele apague qualquer pensamento. E vamos escrever! Tanta tristeza tem que servir pra alguma coisa. Lágrima também serve! Pegue-a e encha um balde. E chute o balde! É, grande expressão de quem quer largar tudo e sair correndo sem qualquer direção ou objetivo. Aqui jaz um grande momento de fúria misturado com amor. Um grande arsenal de palavras jogadas ao vento, sem qualquer tipo de coerção. Para quê haver coerção, se nada mais faz sentido? É, tudo chamado de um grande exagero. Talvez seja mesmo. Mas esse grande exagero está mergulhado numa piscina de sinceridade. É uma pena. Finalmente eu digo que é uma pena mesmo. A gente escorrega mais um defeito, daí é só lamentar. Perdão? Que nada, está perdoado. Deixa ser superficial. Não leve tão à sério. Para quê sinceridade no amor? Bobagem. Deixa ser artificial. Agora é assim. Todo mundo um dia aprende. Você aprende, eu aprendo. Pegue, vá, se entregue, mas não se use totalmente. Apenas entregue aquele pedacinho que você entregaria a qualquer um. Seja assim. Nunca fui assim. Queria ser assim. E aquele sorriso no rosto? Tão frio e tão louco. Achei diferente de tudo o que já vi. Sorrir assim numa hora tão séria, é realmente para poucos. Então vamos sorrir também! Coloque para fora mesmo que não esteja sentido. Sorria sem estar feliz. Sorria por pura falsidade. Porque demonstrar estar triste e arrependido não adianta de nada. Deixa fuder então. Deixa pra lá. Tente esquecer. Mas será uma grande cicatriz marcada no alto do teu peito pelo resto da vida. Ninguém entende. Ninguém vê. E ninguém sente por você.
Está me entendo? Não? Pois é, não é mesmo pra entender.
apaixonante.